Todos os caminhos levam a Paris
Parece que nessa reta final de preparação para a viagem eu sinto tantas vibrações que me deixam ainda mais conectada a essa experiência. Ontem mesmo liquei a TV despretensiosamente e me deparei com a mais linda história do filme Paris Je T’aime (2006). O curta, ambientado no 14ème arrondissement, conta a história de uma turista americana solitária, que viaja à Paris para conhecer a cidade com a qual sempre sonhou. A descoberta de Paris, narrada pela própria personagem, me parece tão familiar que é como se eu estivesse lá vivendo todas aquelas coisas e refletindo sobre a vida junto com ela. O texto já é perfeito, mas a atuação de Margo Martinale, dirigida por Alexander Payne, deixou o 14ème melhor impossível.
O texto que encerra o curta também é de chorar.
"Et puis, quelque chose est arrivé, quelque chose difficile à décrire assise là et être seule dans un pays étranger , loin de mon travail et de tous les gens que je connais. Un sentiment est venu à moi. C’était comme si je me souvenais de quelque chose que je n’avais jamais connu , que j’avais attendu toujours, mais je ne savais pas quoi. Peut-être c’était quelque chose que j’avais oublié, quelque chose qui m’a manque toute ma vie seulement je peux vous dire que j’ai senti en même temps la joie et la tristesse, mais pas trop de tristesse puisque je me sentais vivante. Oui vivante…Ça c’était le moment ou j’ai commencé aimer Paris et le moment que j’ai senti que Paris m’aimait aussi".
"E então algo aconteceu, algo difícil de descrever sentada ali sozinha, em um país estrangeiro, longe do meu trabalho e de todas as pessoas que eu conheço. Um sentimento veio até mim. Era como se eu lembrasse de algo que eu nunca conheci, ou que eu sempre esperei, mas eu não sabia o quê. Talvez fosse algo que eu havia esquecido, ou alguma coisa que me faltou a vida toda. O que posso dizer é que senti alegria e tristeza ao mesmo tempo, mas nem tanta tristeza, porque senti que estava viva. Sim, viva. Foi naquele momento que eu comecei amar Paris e o momento em que senti que Paris também me amava".


